IMPACTOS DO CONSUMO DE ULTRAPROCESSADOS NA ALIMENTAÇÃO INFANTIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA
Resumo
O consumo de alimentos ultraprocessados tem aumentado significativamente nas últimas décadas, tornando-se uma preocupação relevante no contexto da alimentação infantil. Esses alimentos, caracterizados pelo elevado grau de processamento e baixo valor nutricional, estão associados a desfechos negativos à saúde, especialmente quando introduzidos precocemente na dieta das crianças. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar os impactos do consumo de alimentos ultraprocessados na dieta infantil, com ênfase na qualidade da dieta e nas repercussões para a saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e BDTD, considerando 5 artigos publicados entre 2022 e 2025, nos idiomas português e inglês. Os resultados evidenciaram elevada participação desses alimentos na dieta infantil, associada à pior qualidade nutricional, maior ingestão de açúcares, gorduras e sódio, além de menor consumo de nutrientes essenciais. Também foram identificados fatores associados ao consumo, como o ambiente familiar, hábitos alimentares dos responsáveis e condições socioeconômicas. Conclui-se que o consumo de alimentos ultraprocessados na infância representa um fator de risco para a saúde, sendo fundamental a adoção de estratégias de educação alimentar e nutricional que promovam hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida.

