O PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO DURANTE A QUIMIOTERAPIA: COMO MANTER A RESERVA FUNCIONAL E REDUZIR A FADIGA EM CRIANÇAS EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO
Resumen
O câncer infantojuvenil caracteriza-se por um comportamento biológico agressivo, exigindo protocolos de quimioterapia citostática que, embora eficazes, resultam em efeitos adversos severos, como a Fadiga Relacionada ao Câncer (FRC) e a redução da Reserva Funcional (RF). O objetivo desta pesquisa foi analisar o papel das intervenções de exercício físico durante o tratamento quimioterápico pediátrico, com foco na manutenção da autonomia funcional e mitigação da exaustão física. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, selecionando artigos em bases de dados como PubMed e o portal de periódicos da CAPES, abrangendo publicações em revistas como Frontiers in Pediatrics, Pediatric Research, Children, Fisioterapia Brasil e a Revista Brasileira de Cancerologia. Os resultados evidenciam que o exercício físico supervisionado é seguro e eficaz para preservar a força muscular, a função mitocondrial e o perfil imunológico do paciente. Conclui-se que a mobilização ativa atua como um adjuvante biológico fundamental, protegendo o sistema musculoesquelético da toxicidade aguda e melhorando a qualidade de vida. A atuação do fisioterapeuta é crucial na prescrição de protocolos individualizados que garantam a sobrevivência com funcionalidade.

